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Naquela
casinha modesta
Bem no alto da colina
Toda noite a lua vinha
Silenciosa e matreira
Observar sem pudor
As minhas horas de amor
Apreciava
serena
Os meus momentos felizes
Vividos com intensidade
Eu e minha cabocla
Que eu amava de verdade
Mas
os anos se passaram
E a tristeza enfim chegou...!
A morte que é traiçoeira
Levou minha companheira...!
Hoje
a casa da colina
Que tanta ternura acolheu
Vive vazia... Deserta...
Parecendo um mausoléu...!
Não
agüentando a saudade
Fugi sem destino... Errante...
Estou,
somente, aguardando
A chegada do momento
Que venha dar logo um fim
A este grande sofrimento.
Vanda
Dias da Cruz
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