Na
época da escravidão
Vivia em cativeiro
Uma morena formosa
Filha de escrava com branco
Que ao seu dono encantou.
Ela
com sua timidez
Temendo ser castigada
Mesmo assim se apaixonou.
Muitas
vezes o sinhozinho
Na senzala a procurou
Falando de seu amor...
Queria
que fosse sua
Não apenas no momento
Para sempre, ele falou.
A
escrava obediente
Respondeu-lhe, finalmente,
Que apesar de amá-lo
tanto
Havia nela o receio
Que a quisesse tão
somente,
Para ser a sua amante.
O
fazendeiro insistiu
Falando-lhe com ternura
Ser seu amor verdadeiro e
Que a queria como esposa
Para juntos construírem
Uma família futura
A
linda escrava entendeu
Que não era uma aventura
E contente respondeu
Que aceitava seu pedido
Sendo a partir desse instante
A mais feliz criatura.
Um
casamento pomposo
Foi então realizado...
Deixando de ser escrava
Pelo amor alforriada
Viu seu sonho consumado.
Teve com ele seus filhos
Esqueceu seu martírio
Olvidando o seu passado.