Por ser cigano é nômade, errante...
Percorrendo o mundo com a sua tribo,
Nunca finca raízes, sempre caminhando...
Por onde passa, deixa sempre um coração sofrido.

Sua dança sensual... seu olhar profundo...
Seu corpo quase nu, queimado pelo sol...
Inspira sentimentos nunca antes conhecidos
E quando parte, ignora os amores destruídos.

Parece não ter alma, por isso não se importa,
Com tantas paixões que desperta em sua passagem...
Já tem o seu amor... outra cigana...
Que toda noite deita e delira em sua cama.


Vanda Dias da Cruz

 

 
 

 

 

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