Em nossa alcova, hoje triste e indiferente,
Por falta de amor, afeto e carinho,
Jaz nossa cama tristemente,
Com os lençóis de seda em desalinho.

A nossa alcova tem frestas na janela,
Por onde passam os raios de luar,
Refletindo até a pequenina sala
Assistiam nosso amor se consumar

Hoje me sinto como em um deserto,
Uma saudade imensa me consome...!
Mas meu coração doído, ainda, está aberto,
Por que todos os dias grito pelo teu nome,
Na esperança que me escutes e retornes,
Acabando com a dor que me flagela

Ficarei em nossa alcova a tua espera,
Imaginando que me trarás de volta a ternura,
Terminando de vez com a tortura,
Que vem aniquilando a minha vida,
Logo após tua infeliz partida.


Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2008.
Vanda Dias da Cruz

 

::: Menu ::: Voltar :::

Envie essa Página

Midi: Ernesto Cortazar Intimate

 Todos os Direitos Autorais reservados
nos termos da Lei n. 9610 de 1998