Na quietude e silêncio do meu quarto
Onde interrompo minhas preocupações
Dou asas a minha imaginação e parto
Viajando ao infinito sem percepções

Sinto como se minh’alma levitasse
Deixando um corpo inerte sobre a cama
E a paz que foi perdida retornasse
Ao coração sofrido que reclama

Nesse breve tempo de isolamento
Vejo-me flutuar no espaço leve e ameno
Sorrio feliz e esqueço o sofrimento
Porque neste lapso meu peito está sereno

Sem que perceba volto à minha realidade
Para prosseguir na luta que me aguarda
Esqueço de mim e até da felicidade
Que necessito viver mas sempre tarda


Rio de Janeiro, 06 de dezembro de 2008.
Vanda Dias da Cruz


 

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